segunda-feira, 2 de maio de 2011

TE COÇA, TARSO!!!!!!!!

CPERS/2011


Cumprimento da Lei do Piso independe do STF


''Reconhecemos o Piso como vencimento básico da carreira'', afirma Tarso Genro



“Reconhecemos o Piso Nacional Profissional do Magistério como vencimento básico da carreira'', ''e assumimos o compromisso de criarmos as condições financeiras necessárias para o pagamento do mesmo”. Desta forma, o governador Tarso Genro, à época candidato, respondeu carta-compromisso elaborada pelo CPERS/Sindicato.

O governador não tem como criar empecilhos para a implementação imediata da lei do piso, gestada por ele enquanto ministro da Educação.

A implementação ''tem que se dar'' independente do resultado do julgamento da ação impetrada por cinco governos estaduais – entre eles o do Rio Grande do Sul - e que pode ser apreciada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no próximo dia 17.

Após a primeira reunião com o governo e a marcação de um novo encontro para o próximo dia 16, a imprensa tem especulado sobre o que será apresentado à categoria.

Influentes fontes no Piratini, ''escondidas no anonimato'', dão a entender que o governo já não considera o piso como vencimento básico da carreira e que elabora proposta muito semelhante à apresentada pela gestão anterior, ''atingindo apenas uma parte da categoria''.

O CPERS/Sindicato '''rechaça''' qualquer possibilidade de ''reajuste para uma parcela da categoria e congelamento salarial das demais''.

A entidade estima que cerca de '''90% da categoria não será atingida pela lei do piso''' caso esta não seja entendida como vencimento básico da carreira.



PIADIM DO AÉCIM.....



No pátio da penitenciária no interior de Minas:

A diretora pega um megafone e anuncia:

"Tenção cambadivagabundu, chega di moleza!

Quero todomundevassora na mão limpandesse chiquero que ocês

mora. Quero tudo bem limpinho modi qui amanhã nóis vai receber u Aécim"!!!

Um preso comenta com o colega ao lado.

- TÉQUINFIM PRENDERO O FIDAPUTA!

OS PIORES!!!!!!!!!




Eles torcem
para Dilma estar com câncer!


SÃO FILHOS DO CAPETA!!!!


eduguim em 01/05/11







Ultimamente, vinha me questionando se minhas convicções políticas e ideológicas me haviam colocado do lado certo. Na tarde de domingo, porém, a dúvida se dissipou. Pude ter certeza de que, no Brasil de hoje, aqueles que se opõem a esse ideário que acalento ''não são dignos de serem considerados seres humanos''.

Pouco após os portais de internet noticiarem que a presidenta Dilma Rousseff foi parar no hospital devido a “pneumonia leve”, ''dois blogueiros da mídia ligada ao PSDB e ao DEM'' replicaram a notícia.



Os comentários de seus leitores revelam sentimentos indignos da espécie humana.



Os blogueiros, no caso, trabalham para ''O Globo'' e para a ''Veja''. São Ricardo Noblat e Reinaldo Azevedo. E, ainda que ''as palavras odiosas'' tenham partido das patas de seus leitores, a iniciativa de publicarem esses comentários revela que foram tomados pelos mesmos sentimentos vis.

Não conseguiria descrever ou adjetivar adequadamente ''o ódio'' dessas bestas-feras. Eu e os que frequentam este blog pertencemos àquela parcela (majoritária?) da humanidade incapaz de odiar como odeiam ''esses arremedos de homens e mulheres''.

Semana passada, quando Noblat publicou um post aflito dando conta de que seu netinho recém-nascido fora internado na UTI por complicações no parto ou que trouxe do ventre materno, publiquei um post oferecendo conforto e vocês, leitores, acompanharam-me no gesto de solidariedade humana.

Para pessoas como eu e a grande maioria dos que freqüentam este blog, ''a política não é uma guerra e respeito ao semelhante tem que ser maior do que qualquer divergência''. Apesar de me sentir um pouco ingênuo por ter sentimentos decentes em relação a seres como Noblat e Azevedo, não me arrependo.

Poderia encerrar este texto por aqui, mas só mirando ''a besta'' poder-se-á combatê-la de forma ''a impedir que volte ao poder no Brasil''.



Por conta disso, reproduzo, abaixo, ''a torcida asquerosa dos leitores de Noblat e Azevedo'' para que Dilma esteja sofrendo de algum mal pior do que o anunciado(Comentários retirados em respeito às pessoas de bem!!!).

domingo, 27 de março de 2011

sábado, 26 de março de 2011

SÓ PODE TER MERDA NA CABEÇA....

dubitandum
Gustavo Ioschpe
Economista, especialista em educação “de omnibus dubitandum est”
(duvide de tudo)





Professor não é coitado

O professor brasileiro é um herói. Batalha com afinco contra tudo e todos em prol de uma educação de qualidade em um país que não se importa com o tema, ensinando em salas hiperlotadas de escolas em péssimo estado de conservação. Tem de trabalhar em dois ou três lugares, com uma carga horária exaustiva. Ganha um salário de fome, é constantemente acossado pela indisciplina e desinteresse dos alunos e não conta com o apoio dos pais, da comunidade, do governo e da sociedade em geral.

''Se você tem lido a imprensa brasileira nos últimos vinte anos, provavelmente é assim que você pensa''. Permita-me gerar dúvidas.

Segundo a última Sinopse Estatística do Ensino Superior, em 2005 havia 904.000 alunos matriculados em cursos da área de educação, ou o equivalente a 20% do total de alunos do país. É a área de estudo mais popular, deixando para trás gerenciamento e administração (704.000) e direito (565.000). Ademais, é uma área que só faz crescer: em 2001, eram 653.000 alunos – um aumento de quase 40% em apenas quatro anos.



Professores em formação: ''uma profissão muito procurada no Brasil apesar das queixas''

No mercado profissional, os números do professorado também são mastodônticos. Segundo dados da última Pnad tabulados por Simon Schwartzman, há 2,9 milhões de professores em todo o país. É provavelmente a categoria profissional mais numerosa.

Surge o questionamento: se a carreira de professor é esse inferno que se pinta, por que tantas pessoas optam por ela? Pior: por que esse interesse aumenta ano a ano? Seria uma categoria que atrai masoquistas? Ou desinformados?

A resposta é mais simples: porque a realidade da carreira de professor é bastante diferente da imagem difundida.


"Certamente há muito que melhorar, mas é igualmente certo que o nosso professorado não trabalha em condições infra-estruturais sofríveis. A idéia de um professor acuado pela violência também não se confirma quando contrastada com a frieza dos dados"

A maioria dos professores trabalha em apenas uma escola. Segundo o Perfil dos Professores Brasileiros, ampla pesquisa realizada pela Unesco, 58,5% têm apenas um local de trabalho. Os que fazem dupla jornada são pouco menos de um terço: 32,2%. Só 9%, portanto, trabalham em três escolas ou mais. Sua carga horária também não é das mais massacrantes: 31% trabalham entre uma e vinte horas em sala de aula por semana, 54% ficam entre 21 e quarenta horas e o restante trabalha mais de quarenta horas. Os professores costumam argumentar que seu trabalho se estende para fora da sala de aula, com correção de tarefas, preparação de aulas etc. Nisso, não são diferentes de todos os outros profissionais liberais – qual o médico que não estuda fora do consultório ou o advogado que não pesquisa a legislação nos horários fora do escritório?

O que os representantes da categoria não costumam mencionar são as vantagens da profissão: as férias longas, a estabilidade no emprego e o regime especial de aposentadoria (80% são funcionários públicos) e, sobretudo, a regulamentação frouxa. No estado de São Paulo, 13% dos professores da rede estadual faltam a cada dia, contra 1% daqueles da rede privada. Há um amontoado de proteções jurídicas para que essa ausência não redunde em perda salarial – infelizmente, não conseguimos blindar o aprendizado dos alunos contra as faltas docentes.

Não é correta, também, a idéia de que os professores trabalham em estabelecimentos superlotados. Segundo os dados oficiais, há 27 alunos por turma no ensino fundamental (de 1ª a 8ª série). A relação só sobe nos três anos do ensino médio, para 37 alunos por turma – dentro da normalidade, portanto.

Finalmente, a questão crucial: o salário. Há uma idéia encravada na mente do brasileiro de que professor ganha pouco, uma mixaria. É verdade que o professor brasileiro tem um salário absoluto baixo – o que se explica pelo fato de ele ser brasileiro, não professor. Somos um país pobre, com uma massa salarial baixa. O professor tem um contracheque de valor baixo, assim como médicos, carteiros, bancários, jornalistas e todas as demais categorias profissionais do país, com exceção de congressistas.

Apesar de todos esses dados estarem amplamente disponíveis, perdura a visão de que o professor é um coitado e/ou um herói, fazendo esforços hercúleos para carregar o pobre aluno ladeira acima.


terça-feira, 22 de março de 2011

BREVE NO RS...


Professores fogem
das
escolas estaduais em SP
21/03/2011





“Professor ‘novato’ desiste de aulas na rede estadual”



“Por dia, dois docentes recém-concursados abandonam escolas em São Paulo”

“Principal reclamação é sobre falta de estrutura na rede”

“Vi que não teria condições de ensinar. Só uma aluna prestou atenção, vários falavam ao celular. E tive que ajudar uma professora a trocar dois pneus do carro, furados pelos estudantes…

Não vale a pena passar por isso para ganhar R$ 1.000,00(no RS é R$700,00) por 20 horas na semana''.





Diz Edson Rodrigues da Silva, 31, formado na USP e aprovado ano passado para ensinar matemática na rede estadual, no ABC. (PHA)

A DEMOCRACIA!!!!!









Sempre digo que o sucesso do governo Lula se deveu, acima de tudo, ao nível – muitas vezes abusivo – de cobranças que recebeu. O operário de baixa instrução formal não poderia errar, como ele mesmo disse reiteradas vezes. E, não lhe sendo permitido errar, teve que se superar. Não para não errar, mas para acertar muito mais do que errou, quando não errar fosse impossível.

Na primeira semana do primeiro governo Lula, em 2003, o Brasil amargava inflação de dois dígitos, estava sem reservas internacionais próprias (o que tinha fora emprestado pelos EUA, pelo FMI e pelo Clube de Paris), sofria fuga de capitais havia quatro anos (que se intensificou no último ano do governo FHC), o desemprego vinha em alta (também na casa dos dois dígitos) desde 1999 e tinha deixado de se tornar a oitava para se tornar a 14ª economia do planeta (veio perdendo posições de 1994 a 2002).

A mídia, naquela primeira semana, começou o ataque incessante que promoveria contra ele durante os oito anos seguintes. No mês de janeiro de 2003, quando Lula mal assumira a presidência, escrevi uma carta furiosa ao Estadão protestando contra editorial seu que afirmava que o culpado pela situação calamitosa a que chegava o país naquele ano era o presidente que acabara de tomar posse, pois seu discurso pretérito dera a entender “aos mercados” que ele poderia romper contratos etc.

Não tenho como procurar o editorial, a menos que o jornal me dê acesso aos seus arquivos. Só posso dizer, para quem quiser acreditar, que me lembro claramente de que escrevi a carta em questão, que jamais foi publicada apesar de que este blogueiro, até então, tinha bastante espaço no Estadão, em sua seção de cartas de leitores.

Em 2000, por exemplo, durante a eleição de Marta Suplicy, para não deixar Maluf afundar ainda mais São Paulo o Estadão e todo o resto da grande imprensa paulista finalmente permitiram espaço condizente a alguém favorável ao PT ou à sua candidata a enfrentar o terremoto Maluf, que ameaçava terminar a destruição da capital paulista que começou em 1993, deu continuidade em 1997 e ameaçava postergar no novo século.

Durante a campanha eleitoral que disputaram Marta e Maluf em 2000 – uma disputa renhida que foi vencida só com a união do PSDB com o PT e com o apoio da mídia, pois a parcela ultraconservadora dos paulistanos, mesmo decrescente, ainda era muito ampla –, conseguira o feito inédito de emplacar duas, até três cartas por semana no Fórum dos Leitores, cuja responsável se chamava – e ainda se chama, claro – Anabela Rebelato, mulher de alta cultura, de meia idade e que se comunicava por e-mail com os leitores mais publicados.

Essa foi a única vez em que vi o Estadão dar moleza a um petista.

Já o fracasso do governo Fernando Henrique Cardoso – que fracassou porque entregou o país mergulhado em uma crise sem precedentes que começou nas primeiras semanas de seu segundo mandato, devido à manutenção do câmbio fixo entre 1994 e 1998 – se deveu ao quase irrisório nível de cobrança que recebeu da imprensa.

O Estadão, por exemplo, não aceitou nenhuma das cartas que escrevi sobre o escândalo da compra de votos para a reeleição de FHC, até porque não noticiou quase nada sobre um escândalo que, faça-se justiça, a Folha de São Paulo tornou visível – quando já não podia mais ser ocultado, pois muitos já sabiam o que estava acontecendo. Ainda assim, o Estadão e o resto da mídia se negavam a cobrir o escândalo tucano, o que fez a Folha chegar a ficar isolada nas denúncias.

A mesma coisa aconteceu na CPI da Corrupção, que se tentou ao fim do mandato FHC devido ao escândalo das escutas no BNDES e muito mais, tudo que o engavetador-geral da República, Geraldo Brindeiro, negava-se a permitir que se tornasse o que se tornaria o inquérito sobre o escândalo do mensalão do PT, que só existe porque os procuradores-gerais da República indicados por Lula, à diferença de Brindero, foram pessoas corretas.

O fato é que só a Folha deu algum espaço àquele escândalo, ainda que não tenha sido nem próximo do que deu ao escândalo do mensalão apesar de que os crimes da era FHC eram mais escancarados e fáceis de provar. A CPI da Corrupção foi enterrada por Estadão, Globo, Veja etc. porque, se tivesse ocorrido, muito tucano estaria hoje em cana. Havia muita prova. E como a PGR se omitiu, ficou tudo por isso mesmo.

A questão central do texto, no entanto, não é tudo que você acaba de ler. Apesar da longuíssima digressão – necessária para se entender o contexto desta reflexão –, o regime democrático é o tema que pretendo discutir.

A democracia funciona através de um sistema de pesos e contrapesos que interessa ao conjunto da sociedade independentemente de partidos, corporações ou ideologia. Nenhum governo pode funcionar sem fiscalização. Essa é uma premissa que garante à sociedade a transparência do uso dos recursos que ela provê ao Estado através de seus impostos, que não são nada baratos.

A todo cidadão, portanto, interessa a fiscalização do uso dos recursos públicos e do poder do Estado em si. E essa fiscalização se viabiliza, nas democracias, através de duas instituições, a imprensa e a oposição.

Obviamente que por fiscalização não se entende guerra como a que PSDB, DEM, PPS, Folha, Veja, Globo, Estadão e companhia limitada promoveram contra o governo Lula entre 2003 e 2010. Mas uma fiscalização responsável, serena, discreta, constante e minuciosa, que só pode se transformar em grande assunto diante de situações de extrema gravidade e com vastidão de provas. Até esse momento, do surgimento de provas concretas, a fiscalização deve ser exercida e os possíveis erros investigados, mas com bom senso na divulgação de acusações.

As acusações a um presidente da República como de que praticou assassinato, perversão sexual, alcoolismo ou roubo, por exemplo, não podem se tornar rotina sem a existência de provas muito fortes, que, existindo, certamente provocariam a deposição daquele chefe do Executivo federal. Não existindo tais provas, não se pode travar campanha como a que mídia e oposição travaram contra Lula durante seus oito anos de governo, desde o primeiro mês.

O que se conclui deste texto? Que ao cidadão comum como este blogueiro, aquele cidadão desvinculado de partidos e corporações que só pensa no bem-estar social de todos e no desenvolvimento do país, não interessa fiscalização exagerada ou branda do governo que elegeu, mas fiscalização justa, minuciosa, responsável e constante, pois é assim que funciona a democracia. Era isso.
(EDUGUIM)